A mais recente pesquisa da Realtime Big Data no Amazonas confirma que o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL/AM) desponta como primeiro voto do eleitor para o Senado Federal e Professora Maria do Carmo no segundo turno para a disputa de governador. O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 12 de dezembro de 2025, com 1.200 entrevistas em todo o Amazonas. A Real Big Data tem confiabilidade de 95% com margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os números mostram que a direita amazonense, após o resultado nas eleições municipais de 2024, se consolidou como força politica, desmontando a tese de que o resultado eleitoral de Manaus teria sido um fato isolado. Esses números, aliado ao fato de que a direita terá uma chapa extremamente competitiva também nos cargos proporcionais, indicam que a direita amazonense pode ter, além de majoritários eleitos, bancadas estaduais e federais expressivas. No cenário estimulado para as duas vagas ao Senado, Capitão Alberto Neto aparece na liderança isolada, com 22% das intenções de voto, confirmando sua força eleitoral junto ao eleitorado amazonense.Quando analisado o primeiro voto, o desempenho é ainda mais expressivo: Capitão Alberto Neto alcança 25%, consolidando-se como a escolha principal do eleitor, não apenas como alternativa, mas como preferência para representar o Amazonas no Senado Federal. Está é segunda pesquisa que confirma o nome o parlamentar a frente para a vaga no Senado Federal. Capitão Alberto Neto surge como uma opção real de voto consciente, pelo enfrentamento ao sistema e por uma atuação firme no Congresso Nacional. A pesquisa mostra que o deputado mantém desempenho consistente também no segundo voto com 19% da preferência do eleitorado, demonstrando capilaridade e confiança do eleitor. No cenário estimulado para governo, a Professora Maria do Carmo vem apresentando crescimento constante, se consolidando no segundo turno da disputa, e mostrando que a direita amazonense será realidade no pleito de 2026.
Cigás faz 15 anos e celebra consolidação do gás natural na matriz energética do estado
Em meio à busca global por fontes de energia mais limpas e seguras, o gás natural (GN) consolidou-se com participação ativa na matriz energética do estado. Este avanço é fruto dos 15 anos de operação comercial da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), celebrados neste mês de dezembro. O GN, distribuído pela Cigás, ocupa posição privilegiada entre as principais fontes de geração de energia elétrica no estado. Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostram que o gás natural representa cerca de 80% das fontes de geração de energia elétrica, vinculadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), no estado. Esse gás natural é distribuído pela Cigás para usinas termelétricas (UTE’s). Ao longo dos anos, a Cigás ampliou para 12 a quantidade de termelétricas atendidas. Dessas, sete estão localizadas em Manaus (UTE Mauá 3, UTE Aparecida e os Produtores Independentes de Energia – PIE’s – Tambaqui, Jaraqui, Tucunaré, Poraquê e Pirarucu), e cinco em municípios do interior (UTE Anori, UTE Coari, UTE Anamã, UTE Codajás e UTE Caapiranga). Esse desempenho é reflexo da alta demanda do segmento termelétrico. Nos primeiros 10 meses deste ano, o consumo médio de gás natural das termelétricas atingiu 4,8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). Esse volume expressivo corresponde a 85% do volume total distribuído pela Cigás. Os 15% restantes do volume distribuído pela concessionária são direcionados ao atendimento dos demais segmentos. “O gás natural distribuído pela Cigás às usinas termelétricas tornou-se, sem dúvida, uma fonte de energia importante para a segurança energética do Amazonas, contribuindo para o processo de descarbonização do nosso estado e como importante aliado no desenvolvimento econômico”, destaca o diretor técnico-comercial da Cigás, Clovis Correia Junior. O diretor salienta que a Cigás está em fase final de teste em um novo trecho de gasoduto para atender a UTE Manaus 1 – que está sendo construída no Distrito Industrial. No interior do estado, especificamente na operação executada no município de Silves (distante 204 quilômetros de Manaus), a Cigás tem contratado mais três consumidores livres do segmento termelétrico: usina azulão, usina azulão 2 e usina azulão 4, vencedoras do leilão de reserva de capacidade na forma de energia, de 2021 e 2022 e que estão sendo construídas para ampliar a disponibilidade de energia elétrica. Contribuição ambiental O gás natural não apenas garante o fornecimento seguro de energia, como exerce um papel fundamental na transição energética, em razão de ser o mais limpo dos combustíveis fósseis. Essa contribuição é comprovada em artigo publicado pela revista Energia na Amazônia, do Centro de Desenvolvimento Energético Amazônico (CDEAM), vinculado à Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O estudo indica que a substituição de óleo combustível por gás natural na geração elétrica evitou a emissão de aproximadamente 6,2 milhões de toneladas de carbono equivalente (tCO_2e) no período de 2010 a 2023. Sistema de distribuição Além dos ganhos consideráveis no segmento termelétrico, o sistema de distribuição de gás natural segue em plena expansão e já conta com 359 quilômetros de extensão. O avanço dessa infraestrutura tem propiciado o aumento considerável do número de usuários de gás natural. Hoje, são mais de 28 mil unidades consumidoras dos segmentos termelétrico, industrial, veicular, comercial, residencial e autogeração/liquefação abastecidas pelo gás natural fornecido pela Cigás no Amazonas. Entre os consumidores industriais, destacam-se importantes empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), como Moto Honda, Yamaha, PCE, Caloi, Coca-Cola, Metalfino e Ambev. No setor comercial, o gás natural abastece uma ampla gama de estabelecimentos, como shoppings, supermercados, academias, padarias, lavanderias, restaurantes e hospitais. Paralelamente, a atuação da Companhia em projetos estratégicos para o estado vem ganhando novos contornos com a expansão da infraestrutura de gás natural voltada à região portuária. Em Manaus, a parceria firmada entre Cigás e Super Terminais resultou na assinatura, em julho deste ano, de um contrato para instalação da primeira usina de gás natural destinada a operações portuárias no Norte do país. Vantagens e competitividade A rápida expansão do mercado de gás natural no Amazonas é resultado de uma combinação de fatores. A economia em relação a outros combustíveis é um dos principais atrativos. No mercado amazonense, o gás natural pode gerar redução de custos de até 62% para as indústrias, 56% para empreendimentos comerciais, 54% no segmento veicular e de até 55% no residencial. Outra vantagem significativa é a versatilidade do gás natural. Essa fonte de energia pode ser utilizada na geração de energia elétrica e vapor, aquecimento, secagem, climatização, como combustível para veículos e empilhadeiras, e no preparo de alimentos em refeitórios. Adicionalmente, a Cigás se destaca no cenário nacional. Hoje, a concessionária ocupa a terceira colocação, em termos de volume comercializado, entre as distribuidoras vinculadas à pesquisa da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), conforme dados mais recentes de julho deste ano. “Essa posição é motivo de imenso orgulho, considerando que estamos ao lado de outras concessionárias com mais tempo no mercado, algumas delas, centenárias”, disse o diretor-presidente da Cigás, Heraldo Câmara. A Companhia de Gás do Amazonas também é destaque no que se referente à competitividade de sua tarifa. Segundo o Boletim Mensal de Acompanhamento da Indústria de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME) mais recente, de junho deste ano, a Companhia lidera o ranking no segmento comercial e ocupa a quarta colocação no industrial, faixa de consumo 20.000 m³/dia, em comparação com outras 19 concessionárias de todo o país. O diretor-presidente destaca que a Companhia está comprometida em criar as condições necessárias para que cada vez mais usuários, no Amazonas, tenham acesso ao gás natural, seguindo os princípios da concessão, como modicidade tarifária e isonomia.
Comunidades da Amazônia recebem flutuante para beneficiar pirarucu
O novo flutuante de pré-beneficiamento instalado na comunidade Santa Luzia do Jussara, localizada no município de Fonte Boa (a mais de 700 quilômetros de Manaus), representa uma melhora na infraestrutura para o manejo sustentável do pirarucu. O novo espaço oferece proteção contra sol e chuva, condições sanitárias adequadas, com uso de água limpa, pisos laváveis e superfícies de aço inox, que garantem higiene durante todo o processo de pré-beneficiamento, desde a retirada das vísceras até a preparação inicial do pescado, diferente do anterior que não contava com proteção, tinha pisos irregulares e obrigava o tratamento do pescado diretamente no chão. A entrega faz parte do projeto “Sistema de Rastreabilidade: Inovação e Inteligência de Mercado na Cadeia Produtiva do Pirarucu da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá”, executado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), com o apoio da Positivo Tecnologia, por meio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) — política pública da Suframa, coordenada pelo Idesam. Além da higiene, a estrutura do flutuante foi planejada para melhorar a ergonomia dos manejadores. Bancadas de altura adequada permitem que o trabalho seja realizado em pé, evitando que os ribeirinhos precisem se agachar, como era feito no flutuante anterior, reduzindo desgaste físico e riscos de problemas na coluna. Para os manejadores, a mudança representou não apenas melhores condições sanitárias, mas também qualidade de vida no trabalho. O manejador, Pedro de Souza, recorda: “Na outra casa, a gente tratava o peixe no assoalho. Agora temos todos os instrumentos necessários, e melhorou muito porque pelo menos não ficamos mais ‘acocados’ (abaixados). Antes nossa coluna doía demais e agora, tratando o peixe em pé, fica muito melhor para a gente”, comenta. A tecnologia aplicada na construção do flutuante contou com a contribuição do Instituto Mamirauá, referência em pesquisas socioambientais na Amazônia, que reforça que o modelo adotado é fruto de uma tecnologia social. “É um conhecimento aberto e compartilhado, que pode ser utilizado por todos. Ao mesmo tempo, temos a responsabilidade de garantir que esse saber seja usado de forma adequada e em benefício das comunidades”, explica a coordenadora do Núcleo de Inovação do Instituto, Tabatha Benitz. O flutuante incorpora tecnologia sustentável, com painéis solares que fornecem energia limpa para iluminação e equipamentos, alinhando produtividade e cuidado ambiental. O espaço amplo, iluminado e ventilado, representa uma transformação na rotina das comunidades, garantindo qualidade, segurança e dignidade no trabalho, e fortalecendo o manejo sustentável do pirarucu na RDS Mamirauá. A ação beneficia diretamente 56 manejadores e 45 famílias das comunidades Santa Luzia, Mangueira e Catiti. “Essa base será muito importante para todos que atuam com o manejo do pirarucu. Só a nossa comunidade consegue gerar em torno de 25 a 27 toneladas, ao ano, gerando uma boa renda para cada sócio”, comenta Antônia Nete dos Santos, presidente da comunidade Jussara. Para Leandro Rosa dos Santos, Vice-presidente de Estratégia e Inovação da Positivo Tecnologia, projetos como este mostram como o setor privado pode ser um aliado estratégico no desenvolvimento econômico sustentável. “Agir pela valorização da sociobioeconomia e o fortalecimento de cadeias produtivas que transformam a realidade local, garantindo qualidade de vida, dignidade no trabalho e conservação do meio ambiente é papel das empresas que atuam na Zona Franca de Manaus. Destinar os recursos provenientes a essa iniciativa é motivo de orgulho para nós”. Thiago Boutin, Líder Técnico de PD&I da empresa, acrescenta: “Apoiar o manejo sustentável do pirarucu é mais do que investir em infraestrutura: é investir no futuro da Amazônia e das comunidades que vivem dela. Como uma empresa 100% brasileira, enxergamos a importância de contribuir para iniciativas que unem inovação, preservação ambiental e geração de renda”. O elo entre comunidades e o mercado gastronômico O avanço na infraestrutura também se reflete na inserção mais qualificada e eficiência produtiva do pirarucu de manejo no mercado. Por meio do ‘’Gigantio’’, iniciativa da FAS que vai conectar associações e cooperativas comunitárias a chefs e restaurantes, o pescado ganha valorização no setor gastronômico e se transforma em vetor de desenvolvimento regional. “Isso é inteligência de mercado: agregar valor e qualidade ao pirarucu de manejo sustentável, reforçando iniciativas como o Gigantio, clube de assinatura que comercializa o peixe diretamente com o setor gastronômico e hoteleiro”, explica Wildney Mourão, gerente do Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da FAS. Mais do que um produto da sociobioeconomia, o pirarucu representa o real sentido do empreendedorismo sustentável na Amazônia profunda, que respeita os limites da natureza, garante renda digna para os comunitários e impulsiona a economia regional. Cada peixe manejado e comercializado carrega consigo a história de famílias que, ao mesmo tempo em que empreendem, atuam na conservação ambiental da Amazônia. Sobre a FAS A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade. Com 17 anos de atuação, a instituição tem números de destaque, como o aumento de 202% na renda média de milhares de famílias beneficiadas e a queda de 39% no desmatamento em áreas atendidas. Sobre o PPBio O Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) foi criado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) em 2019, é coordenado pelo Idesam e tem como objetivo principal direcionar recursos provenientes dos investimentos obrigatórios em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), previstos pela Lei de Informática, para fomentar a criação de novos produtos, serviços e negócios voltados à bioeconomia na Amazônia. Além de impulsionar soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável da região, o PPBio também busca conectar o potencial da Amazônia a soluções inovadoras e sustentáveis. Sobre a Positivo Tecnologia A Positivo Tecnologia é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve, fabrica e comercializa computadores, celulares, tablets, dispositivos para casas e escritórios inteligentes, servidores e demais soluções para infraestrutura de TI, além de máquinas de pagamento e tecnologias educacionais. Também oferece serviços gerenciados de TI. O conjunto de produtos e serviços é voltado para consumidores finais, empresas, condomínios