O vereador Raiff Matos (PL) destaca que o retorno dos trabalhos legislativos em 2026 ocorre em um momento decisivo para Manaus e para o Brasil, marcado por eleições que, segundo ele, colocam o eleitor diante de uma escolha clara de projeto de país. Em entrevista à rádio Jovem Pan News, na manhã desta quinta-feira, dia 29, o parlamentar falou sobre articulações políticas, produtividade, defesa da família, cenário econômico e deixou claro que não será candidato neste pleito, mas atuará de forma intensa na agenda do Partido Liberal. Ao analisar a importância deste ano, com eleições gerais, o vereador foi direto ao ponto. Para ele, o Brasil vive um momento de freio puxado, com excesso de tributação e um Estado pesado. “O empresário está indo embora. Tem capital saindo do país porque não aguenta mais pagar a conta de um Estado inchado. Quem gera riqueza é a iniciativa privada, não é o governo”, disse. Por isso mesmo, o vereador acredita que o projeto político do PL vai ao encontro do brasileiro que espera tempos melhores para se produzir no país. Raiff disse ver uma definição clara dentro da direita. “Hoje, o nome da direita é o senador Flávio Bolsonaro. Ele cresce rápido, empata e passa adversários nas pesquisas. Isso já está sendo percebido até pelo centrão”, afirmou. O vereador enfatizou que 2026 será atípico por ser um ano eleitoral, mas reforçou que isso não pode servir de freio para o trabalho na Câmara Municipal de Manaus. “Nós somos pagos pela população, com os impostos que são arrecadados, e o vereador tem que dar retorno. Ano passado fui o terceiro mais produtivo e este ano não pode ser diferente”, afirmou. Raifflembrou que, em 2025, apresentou 22 projetos de lei, tendo 12 leis protocoladas, mais de dois mil requerimentos legislativos, além de indicações, moções, ofícios, audiências públicas e reuniões de comissão. “A população do Raiff espera trabalho, posição firme e compromisso. E é isso que Manaus espera da Câmara”, disse. Presidente da Comissão de Defesa da Criança, do Adolescente e do Idoso, Raiff reforçou que todas as políticas públicas precisam ter a família como eixo central. Ele citou episódios recentes de violência envolvendo jovens em outros estados como reflexo direto da ausência de políticas preventivas. “Quando o Estado se afasta da família, quando não investe em prevenção e orientação, esses casos explodem. A família é a base da sociedade. Se ela vai mal, a sociedade vai junto”, declarou. Raiff também criticou o que chamou de abandono das famílias por parte do poder público e alertou para o impacto da falta de acompanhamento de crianças e adolescentes. “Hoje, muita gente terceiriza a educação dos filhos para a internet e para a televisão. Isso tem consequência. O Estado precisa ajudar as famílias com campanhas, orientação e presença”, afirmou. No campo político regional, o vereador confirmou que não será candidato em 2026, mas que estará totalmente dedicado à construção da agenda do PL no Amazonas. “Não serei candidato agora. Minha decisão foi estratégica. Vou apoiar o projeto do PL e trabalhar para eleger o maior número possível de representantes comprometidos com a família, os valores e o desenvolvimento”, disse. Ele citou o apoio à deputada Débora Menezes como parte desse alinhamento. “Pensamos na mesma pauta. Se dois candidatos disputam o mesmo espaço, o risco é perdermos a representação. Preferi garantir que essa bandeira continue forte, tanto na Câmara quanto na Assembleia”, explicou. Raiff concluiu afirmando que seguirá atuando com intensidade na Câmara, mantendo a produtividade e o discurso firme. “Esse é um ano de escolha. Ou o país das bolsas e do Estado gigante, ou o país do trabalho, do empreendedorismo e da dignidade das famílias. Eu sei de que lado estou e vou continuar trabalhando por isso”, reforçou.
Flávio Bolsonaro avança para empate técnico no 2º turno com Lula, diz Paraná Pesquisas
Sondagem nacional divulgada, nesta quinta-feira (29), pelo Instituto Paraná Pesquisas indica um cenário de forte equilíbrio na hipótese de segundo turno para a Presidência da República. O levantamento aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem separados por uma diferença dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico. No confronto direto simulado, Lula soma 44,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 42,2%. A distância entre os dois é inferior à margem de erro do estudo, estimada em 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que estatisticamente impede a definição de vantagem para qualquer um dos lados neste momento. O levantamento também mostra um contingente relevante de eleitores que ainda não se posicionaram. Do total de entrevistados, 8,3% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois candidatos, enquanto 4,7% disseram não saber ou preferiram não responder. Os dados revelam ainda uma mudança significativa no desempenho do senador fluminense ao longo dos últimos meses. Em outubro, Flávio aparecia com 37% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 46,7% de Lula. Agora, o cenário evoluiu para um quadro de quase igualdade, com percentuais que oscilam dentro do limite estatístico de empate. Considerando a margem de erro, o presidente poderia variar entre 42,6% e 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro teria um intervalo estimado entre 40% e 44,4%. Em outra leitura do levantamento, 9,1% dos entrevistados afirmaram que não votariam em nenhum dos dois candidatos ou optariam por branco ou nulo, e 4,6% não se manifestaram. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08254/2026 e integra um estudo nacional realizado em janeiro de 2026 sobre o cenário eleitoral para o Executivo federal. A coleta de dados ocorreu entre os dias 25 e 28 de janeiro, por meio de entrevistas presenciais e domiciliares em todas as regiões do país.