A pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, Professora Maria do Carmo, intensificou nesta semana o movimento de consolidação de apoios políticos ao seu projeto eleitoral, reforçando a aproximação com parlamentares aliados na Câmara Municipal de Manaus (CMM). A agenda marca mais um passo da estratégia de fortalecimento da base política da direita no cenário estadual visando as eleições de 2026. O gesto político contou com a mobilização direta dos vereadores do partido na Casa Legislativa — Coronel Rosses, Capitão Carpê, Sargento Salazar e Raiff Matos — que vêm atuando como linha de frente na articulação institucional em torno da pré-candidatura. A presença da professora no parlamento municipal simboliza a tentativa de ampliar convergências e demonstrar unidade partidária já na fase inicial da disputa. Recebida no plenário e convidada a compor a mesa diretora, Maria do Carmo destacou o ambiente institucional e o diálogo com os parlamentares como parte do processo de construção política. Segundo ela, o momento exige articulação baseada no respeito entre os poderes e na defesa de pautas voltadas à população. “Essa é a casa do povo e o que esperamos é que as ações sejam pautadas pelo respeito e pela harmonia em defesa dos interesses da população”, afirmou. Durante os pronunciamentos, vereadores aliados ressaltaram o perfil da pré-candidata como alternativa ao atual modelo de gestão estadual, enfatizando sua trajetória ligada à iniciativa privada e a experiência administrativa como diferenciais no debate político que começa a ganhar forma no Amazonas. A movimentação ocorre em meio a mudanças recentes no cenário político local, que têm provocado rearranjos entre grupos e lideranças. Questionada sobre os desdobramentos mais recentes, Maria do Carmo adotou tom crítico em relação a adversários políticos, defendendo maior coerência entre discursos e práticas na atuação pública. “Falar uma coisa e fazer outra é um desrespeito com a população. A política precisa ser tratada com seriedade e compromisso com a palavra dada”, declarou. Nos bastidores, a leitura entre aliados é de que a estratégia passa por consolidar apoios institucionais antes da intensificação oficial da pré-campanha, ampliando capilaridade política e fortalecendo a narrativa de construção coletiva em torno do projeto eleitoral.
Tesouro arquiva pedido de empréstimo de R$ 650 milhões da Prefeitura de Manaus após desistência do Banco do Brasil
A Secretaria do Tesouro Nacional (STN), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, arquivou na segunda-feira (6) o pedido de garantia da União para um empréstimo de R$ 650 milhões que a Prefeitura de Manaus pretendia contratar junto ao Banco do Brasil. A decisão foi tomada após a instituição financeira comunicar oficialmente que não possui mais interesse em dar continuidade à operação de crédito. A confirmação foi feita pelo próprio banco em nota enviada ao portal Amazonas Atual, responsável pela divulgação inicial das informações. Segundo o Banco do Brasil, o cancelamento refere-se ao Pedido de Verificação de Limites e Condições (PVL), etapa necessária para a obtenção do aval federal. “O BB confirma o cancelamento do Pedido de Verificação de Limites e Condições (PVL) referente à operação de crédito no valor de R$ 650 milhões com o município de Manaus”, informou a instituição, segundo notícia publicada no portal. O banco acrescentou que os motivos da desistência não podem ser divulgados por estarem protegidos pelo sigilo bancário, conforme a Lei Complementar nº 105/2001. O pedido de garantia da União havia sido protocolado em 25 de março e era requisito indispensável para a liberação do financiamento, cuja contratação já havia sido autorizada pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) em 2025. Em despacho publicado pela Coordenação-Geral de Operações de Crédito de Estados e Municípios, o processo foi oficialmente arquivado após comunicação formal do banco. No documento, assinado pelo coordenador-geral Renato da Motta Andrade Neto, consta que o Banco do Brasil informou, por meio do sistema SADIPEM, não ter interesse em prosseguir com os trâmites da operação, motivando o encerramento do procedimento administrativo. Na proposta apresentada ao Tesouro, a prefeitura não detalhou obras específicas, indicando apenas que os recursos seriam destinados à amortização da dívida pública, fortalecimento de fundos municipais e investimentos em áreas como infraestrutura, mobilidade urbana, saúde, educação, meio ambiente, segurança pública e modernização da gestão fazendária. O financiamento integra a Lei Municipal nº 3.478/2025, que autoriza o Executivo municipal a contratar até R$ 2,5 bilhões em empréstimos junto a bancos nacionais entre 2025 e 2028, sem necessidade de novas autorizações legislativas dentro desse limite. A justificativa enviada à CMM afirma que as contratações dependeriam do espaço fiscal disponível em cada exercício financeiro. Pareceres técnico e jurídico anexados ao pedido, assinados pelo secretário municipal de Finanças, Clécio Freire, e pelo procurador-geral do Município, Rafael Lins Bertazzo, apontavam que Manaus possuía capacidade fiscal para assumir a operação. Segundo o secretário, a prefeitura também avaliou contratar o crédito junto à Caixa Econômica Federal, mas a exigência de utilização dos recursos em até 180 dias teria inviabilizado a alternativa, devido ao tempo necessário para processos licitatórios. Pelo planejamento apresentado, o empréstimo seria pago entre 2026 e 2036, com 12 meses de carência e início da amortização no ano seguinte. A estimativa municipal previa cerca de R$ 452 milhões em juros e encargos, elevando o custo total da operação para aproximadamente R$ 1,1 bilhão. Em resposta ao Amazonas Atual, a Prefeitura de Manaus afirmou que o retorno do processo não representa desistência definitiva, mas a necessidade de ajustes técnicos na proposta. Segundo a administração municipal, a medida tem caráter estratégico e busca adequar o financiamento às prioridades atuais de investimento, mantendo o objetivo de viabilizar recursos para obras e projetos estruturantes na cidade. Fonte: Amazonas Atual/Foto: Reprodução
Capitão Carpê cobra do Governo do Estado melhorias para a tropa da PM do Amazonas
Dias após a posse de Roberto Cidade como governador interino do Amazonas, o vereador Capitão Carpê (PL) subiu à tribuna da Câmara Municipal de Manaus na segunda-feira (6) para cobrar que o novo governo resolva as dívidas históricas acumuladas com a tropa Polícia Militar do Amazonas. No pronunciamento, o parlamentar citou que a troca de governo revela um novo cenário para resolver pendências acumuladas, que vão desde questões estruturais a questões relacionadas aos vencimentos dos agentes de segurança pública. “Valorizar o profissional por trás da farda da Polícia Militar do Amazonas é oferecer para o estado uma melhor segurança pública como um todo. Isso é prioridade e não pode mais esperar. Continuaremos cobrando”, declarou. O auxílio-fardamento, por exemplo, é um benefício destinado a custear a compra de uniformes dos policiais e bombeiros militares e vai para o quarto ano consecutivo sem ser pago pelo governo estadual. O último decreto que concedeu o benefício data de 2022. A pendência já motivou apuração do Ministério Público Estadual e gerou promessas de regularização que não se concretizaram até hoje. O auxílio moradia dos policiais militares também não recebe atualização compatível com a inflação há anos, corroendo o poder de compra real dos servidores que dependem do benefício para manter moradia na capital e no interior do estado. Outra questão citada foi a progressão na carreira acumula atrasos históricos. O representante da Associação de Policiais e Bombeiros Militares da Reserva sinalizou que promoções atrasadas seguem em aberto e precisam integrar novas rodadas de negociação com o governo, mesmo após os acordos de reajuste firmados em 2025. O vereador também cobrou diretamente o novo governo sobre o déficit de efetivo e o ticket alimentação desatualizado, bem como a situação crítica de quartéis no interior do Amazonas. Para Capitão Carpê, governar com responsabilidade inclui honrar os compromissos com quem está nas ruas protegendo a população e as pautas cobradas são, segundo ele, o ponto de partida para que isso aconteça.