O Capitão Alberto Neto inicia campanha ao Senado com uma vantagem política dentro do campo bolsonarista: foi o único candidato ao Senado no Amazonas anunciado publicamente por Flávio Bolsonaro como seu nome para a disputa. A campanha começou oficialmente neste domingo (16), mas o movimento político havia ganhado um componente importante nove dias antes. Durante uma live na sexta-feira (7), Flávio Bolsonaro apresentou sua lista de candidatos ao Senado que terão seu apoio nas eleições deste ano. No Amazonas, o nome citado foi o de Alberto Neto. A diferença não é apenas protocolar. Em uma eleição marcada pela disputa dentro do campo da direita, ter o apoio público de uma das principais lideranças nacionais do bolsonarismo dá a Alberto Neto um ativo político para levar à campanha. Flávio justificou a escolha destacando a atuação do deputado federal na Câmara. Segundo ele, Alberto Neto tem ajudado o trabalho da bancada do PL em Brasília e apresentou uma “bela votação” na eleição para prefeito de Manaus. “É o nosso Capitão Alberto”, afirmou Flávio durante a transmissão. O 222 chega às ruas Foi com esse cenário que Alberto Neto deu a largada oficial à campanha. À 0h de domingo, o candidato participou de um adesivaço em Manaus ao lado da candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo, e de apoiadores da chamada “Tropa da Mudança”. A mensagem foi direta: “Presidente é Flávio, governadora, Maria do Carmo, e Senado é Capitão Alberto Neto 222”. A estratégia amarra os três votos do grupo em uma mesma identidade eleitoral. Flávio para presidente, Maria do Carmo para governadora e Alberto Neto para o Senado. O número 222 passa a funcionar, portanto, como uma espécie de marca da campanha do PL no Amazonas. Alberto Neto aproveitou o início oficial da corrida eleitoral para apresentar sua candidatura como uma continuidade do trabalho realizado na Câmara dos Deputados. Citou medidas relacionadas à Zona Franca de Manaus, ao setor de semicondutores, aos Processos Produtivos Básicos e à prorrogação de incentivos da Lei de Informática. Também colocou a atuação no Senado dentro de uma agenda nacional. Defendeu um Congresso mais forte, criticou o que considera omissão do Senado diante de decisões do Supremo Tribunal Federal e prometeu atuar pelo fortalecimento das prerrogativas do Legislativo. A campanha, portanto, nasce com duas dimensões. De um lado, a defesa de pautas específicas do Amazonas, especialmente a Zona Franca. De outro, uma agenda nacional alinhada ao discurso político de Bolsonaro e de seus aliados. O apoio que pesa na disputa O apoio de Flávio Bolsonaro ganha relevância porque a eleição para o Senado no Amazonas terá duas vagas em disputa. Isso significa que os candidatos precisarão construir votos em diferentes segmentos do eleitorado e, ao mesmo tempo, disputar espaço dentro de seus próprios campos políticos. Alberto Neto parte com uma identificação eleitoral bastante clara. Ele não precisará explicar ao eleitor qual é o seu posicionamento político. A associação com o bolsonarismo é explícita e foi reforçada pelo próprio Flávio Bolsonaro antes do início oficial da campanha. Isso pode facilitar a comunicação com o eleitorado de direita, mas também coloca sobre o candidato uma responsabilidade adicional: transformar o apoio nacional em votos no Amazonas. É aí que começa a parte mais difícil da campanha. O adesivaço de domingo produziu a imagem inicial de mobilização. O apoio de Flávio forneceu o padrinho nacional. Agora, Alberto Neto terá de transformar os dois ativos em capilaridade eleitoral. A largada está dada. E, pelo menos dentro do grupo político de Flávio Bolsonaro, o Capitão já saiu na frente com algo que os demais candidatos ao Senado no Amazonas não receberam até agora: uma declaração pública e nominal de apoio do candidato do bolsonarismo à Presidência da República.
Raiff Matos quer manter pais e mães valorizados nas escolas de Manaus
O vereador Raiff Matos (PL) quer garantir a manutenção da valorização de pais e mães no calendário das escolas de Manaus. Para isso, apresentou o Projeto de Lei nº 250/2026, que foi deliberado pela Câmara Municipal de Manaus e será analisado inicialmente pela 2ª Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa. A proposta determina que escolas públicas e privadas mantenham as celebrações do Dia das Mães e do Dia dos Pais, preservando as datas como momentos de valorização dos vínculos familiares. Pelo projeto, as instituições deverão incluir as duas celebrações em seus calendários de atividades. As ações devem ocorrer, preferencialmente, próximas ao segundo domingo de maio e ao segundo domingo de agosto, respeitando o planejamento pedagógico de cada escola. Para Raiff, a proposta busca evitar que a valorização da maternidade e da paternidade seja deixada de lado diante das mudanças na forma como o conceito de família vem sendo tratado no ambiente escolar. “Queremos garantir que o Dia das Mães e o Dia dos Pais continuem fazendo parte da vida escolar. São datas que valorizam pessoas que exercem um papel fundamental na formação e na educação das nossas crianças”, afirmou o vereador. O projeto também estabelece que as celebrações não sejam unificadas ou substituídas, por exemplo, pelo Dia da Família que pode e deve ser acrescentado no calendário sem a exclusão das duas outras datas tradicionais. Na avaliação do parlamentar, uma iniciativa não precisa eliminar a outra. “Respeitar as novas configurações familiares não significa apagar a figura da mãe e do pai. Podemos reconhecer diferentes realidades e, ao mesmo tempo, preservar tradições que fazem parte da nossa cultura e dos valores da família”, disse Raiff. Na justificativa, o vereador argumenta que as comemorações representam oportunidades de reconhecimento, gratidão e fortalecimento da relação entre família e escola. Ele também sustenta que a ausência de uma das figuras parentais em algumas famílias não deve ser usada como razão para eliminar as celebrações do calendário escolar. A proposta está alinhada à atuação de Raiff Matos em defesa da família e dos valores tradicionais da cultura cristã. O vereador afirma que a escola tem papel relevante na formação das crianças e deve contribuir para a preservação de referências familiares e culturais.