O pesquisador e pastor Marcos Eberlin defende a compatibilidade entre ciência e Bíblia e a interpretação literal do relato da criação descrito no livro de Gênesis. Em quatro encontros no auditório da Nova Igreja Batista, em Manaus, o cientista sustentou que a Terra tem aproximadamente 6 mil anos e foi criada em seis dias de 24 horas, contrapondo essa visão às teorias científicas predominantes sobre a idade do planeta e a evolução das espécies. Com o tema “Ciência e Bíblia são compatíveis? Não estacione seu cérebro na porta da escola”, Eberlin abordou questões que costumam provocar debates entre religião e ciência, como a existência dos dinossauros, o dilúvio global, os fósseis, a origem do ser humano e o significado dos seis dias da criação. A Bíblia como autoridade sobre a criação Ao desenvolver sua argumentação, Marcos Eberlin apresentou a Bíblia como autoridade final para a compreensão da origem do universo e da vida. Segundo ele, a fé cristã está fundamentada na razão e não deve ser afastada do pensamento crítico ou da investigação científica. O pastor e cientista enfatizou cinco pontos da Bíblia: “Ela é clara, necessária, suficiente, inerrante e autoridade final”, enfatizou. O pesquisador utilizou passagens bíblicas e mostrou algumas das mais atuais pesquisas sobre a terra para sustentar sua interpretação. A partir dessas referências, Eberlin defendeu que a criação descrita nas Escrituras deve ser compreendida de maneira literal. Nessa perspectiva, os seis dias mencionados no primeiro capítulo de Gênesis correspondem a períodos de 24 horas, e a história da Terra remonta a cerca de 6 mil anos. Dinossauros, fósseis e evolução Durante a exposição, o pesquisador também tratou da existência dos dinossauros e dos registros fósseis. Eberlin questionou interpretações relacionadas à escala de tempo da evolução biológica e aos milhões de anos atribuídos à história da vida na Terra. Para fundamentar sua posição, mencionou pesquisas e imagens obtidas pelo telescópio espacial Hubble, além de estudos paleontológicos sobre fósseis de dinossauros. Na argumentação apresentada, esses materiais seriam compatíveis com uma leitura criacionista das evidências científicas. O pesquisador enfatizou que muitos do conceitos supostamente científicos se amparam em suposições sem comprovação empírica o que de certa forma obriga a uma “fé” do cientista no seu pressuposto teórico. Ciência e fé no ambiente acadêmico Outro ponto abordado por Eberlin foi a relação entre a fé cristã e o ambiente universitário. Segundo o pesquisador, muitos estudantes religiosos percebem uma oposição entre suas convicções bíblicas e os conteúdos apresentados nas instituições de ensino superior. Ele criticou essa separação e defendeu que os cristãos mantenham a capacidade de questionar, investigar e raciocinar ao ingressarem nas universidades. A mensagem foi sintetizada na frase que deu título à programação: “Não estacione seu cérebro na porta da escola”. Ao encerrar sua exposição, o pesquisador recorreu a uma frase atribuída ao cientista francês Louis Pasteur: “Pouca ciência afasta de Deus, muita ciência aproxima de Deus”. A afirmação resume a perspectiva apresentada durante o encontro, segundo a qual o aprofundamento do conhecimento sobre a natureza pode reforçar a crença em um Criador.