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Coronel Rosses cobra investigação sobre suposto elo de facção criminosa na Prefeitura de Manaus

Coronel Rosses denuncia crime organizado Portal Fred Novaes

A repercussão da operação conduzida pela Polícia Civil do Estado do Amazonas, que investiga a atuação de um suposto núcleo político ligado ao crime organizado, provocou reação no Legislativo municipal e abriu novo capítulo de tensionamento entre vereadores e o Executivo em Manaus.

O vereador Coronel Rosses (PL) afirmou que adotará todas as medidas institucionais cabíveis para averiguar a fundo a extensão da relação de assessores e parceiros comerciais do prefeito David Almeida supostamente ligados ao crime organizado. O parlamentar classificou como “grave” o conteúdo revelado pelas investigações e defendeu a apuração institucional aprofundada dos fatos.

Segundo o vereador, um dos pontos que merecem esclarecimento envolve a empresa Revoar Turismo, cujo proprietário foi preso na operação sob suspeita de participação em movimentações financeiras atribuídas à organização criminosa investigada. Rosses recordou que já havia acionado órgãos de controle anteriormente para questionar despesas relacionadas a uma viagem internacional realizada pelo prefeito, à época divulgada publicamente.

“Não descansaremos até que a verdade apareça. O povo de Manaus não aceita que a máquina pública seja usada para favorecer o crime organizado”, declarou.

O parlamentar também mencionou que sua Ação Popular em tramitação questiona procedimentos adotados na Comissão Municipal de Licitação, especialmente em pregões eletrônicos que, segundo ele, apresentariam indícios de inconsistências. Parte dos investigados, conforme divulgado pelas autoridades policiais, teria atuado em estruturas administrativas no passado, o que motivou o pedido de revisão documental e análise técnica dos certames citados.

A ação judicial movida por Rosses já cobrava explicações sobre seis pregões eletrônicos (incluindo os PE 064/2025 e 067/2025) sob suspeita de fraude e direcionamento, com prejuízos estimados em quase R$ 20 milhões apenas em gêneros alimentícios. “A infiltração de agentes do crime organizado na comissão de licitação explica o uso de canais inseguros de e-mail e as desclassificações arbitrárias que denunciamos”, afirmou Rosses.

Rosses informou ainda que avalia encaminhamentos à Câmara Municipal de Manaus para que o tema seja analisado pelas comissões competentes.

Nota da Prefeitura

Em manifestação oficial, a Prefeitura de Manaus afirmou que não é alvo da operação policial.

Segundo a administração municipal, conforme informado pelas próprias autoridades de investigação, nem o prefeito David Almeida nem a estrutura administrativa do município integram o objeto da apuração.

A nota acrescenta que “a atual administração mantém compromisso absoluto com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições”, e que eventuais investigados responderão individualmente por seus atos, sem prejuízo do funcionamento regular da máquina pública.

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