
O projeto que cria o “intervalo bíblico” nas escolas públicas e particulares de Manaus avançou na Câmara Municipal nesta quarta-feira (12). De autoria do vereador Raiff Matos (PL), a proposta recebeu parecer favorável da 2ª Comissão de Constituição, Justiça e Redação e agora segue para a 3ª Comissão de Finanças, Economia e Orçamento. A iniciativa prevê encontros voluntários de leitura bíblica, reflexão e oração durante o intervalo escolar, sem obrigar alunos ou escolas a participar.
Para Raiff Matos, o avanço do projeto representa mais um passo para garantir liberdade de crença dentro do ambiente escolar. A proposta estabelece que os estudantes possam se reunir espontaneamente, sem interferir nas atividades pedagógicas e sem qualquer imposição religiosa.
“Nosso projeto acaba de dar mais um passo. O parecer foi favorável e agora segue para a Comissão de Finanças. É uma proposta que garante espaço e liberdade para quem quiser participar”, afirmou o vereador.
O texto também prevê que as reuniões possam ocorrer durante os intervalos regulares ou em outros momentos que não prejudiquem o funcionamento das escolas. A participação será voluntária e poderá envolver leitura das Escrituras, meditação, oração e compartilhamento de experiências baseadas em valores bíblicos.
“Não é imposição. É garantir espaço e liberdade. Se existe espaço para diferentes formas de convivência dentro da escola, também deve existir espaço para quem deseja se reunir em torno da fé”, disse Raiff.
Durante a votação do parecer, vereadores manifestaram apoio à proposta e alguns solicitaram a subscrição do projeto. Entre eles estão Yomara Lins, Mitoso, Jander Lobato, Thaysa Lippy, Sargento Salazar, Professor Samuel e Rosivaldo Cordovil.
O projeto também prevê que escolas interessadas possam celebrar parcerias com entidades religiosas e civis para fomentar atividades relacionadas à cultura da paz e à liberdade religiosa.
Na justificativa, Raiff Matos argumenta que o texto busca assegurar a liberdade religiosa nas instituições de ensino de Manaus, respeitando a laicidade do Estado. A proposta deixa claro que a participação deve ocorrer de forma espontânea e sem prejuízo das atividades pedagógicas.





