Capitão Alberto Neto aposta no PL Antifacção no combate ao crime organizado no país O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) definiu a aprovação do projeto de lei (PL) Antifacção e da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança como as prioridades para a retomada das atividades legislativas no Congresso Nacional, nesta semana. As medidas visam endurecer as penas e ampliar o poder de resposta do Estado contra o crime organizado. “Os brasileiros estão vivendo em um estado paralelo, e o PL Antifacção vai atuar justamente no sentido de combater as facções em nosso país”, afirmou. Investigação financeira e oposição Na terça-feira (3), a oposição protocolou um requerimento para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. O documento conta com 280 assinaturas e busca apurar irregularidades na instituição financeira. O parlamentar defende a investigação para esclarecer indícios de envolvimento de autoridades do Judiciário no caso. Segundo Alberto Neto, a comissão é necessária para dar transparência ao processo e apurar prejuízos que afetaram milhares de cidadãos, contrapondo o rigor aplicado em julgamentos recentes com a fiscalização do setor financeiro. “Não é justo com o nosso país. Foi um prejuízo que atingiu milhares de pessoas. O Brasil espera que o Congresso passe a limpo com a CPMI do Banco Master. A Comissão vai separar narrativas políticas da verdade. 2026 é o ano de resgatar o país”, declarou. Questionamento de recursos públicos no Carnaval Em outra frente, o deputado acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para suspender o repasse de verbas públicas à escola de samba Acadêmicos de Niterói. A denúncia aponta suposta violação do princípio da impessoalidade, previsto no artigo 37 da Constituição Federal. O questionamento jurídico sustenta que o enredo da agremiação promove a figura do atual Presidente da República, o que configuraria uso indevido de impostos para propaganda política e abuso de poder econômico. A representação não atinge o evento de Carnaval como um todo, mas restringe-se ao financiamento público da referida escola.
Pesquisa indica empate técnico entre Lula e oposição em 2026
Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas aparecem com empate técnico na disputa com Lula O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulações de segundo turno. Os dados constam na pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (4). O levantamento, registrado no TSE (BR-08425/2026), ouviu 1.500 eleitores por telefone entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro. A maior variação ocorreu no embate entre Lula e Flávio Bolsonaro. O presidente registra 45,8% das intenções de voto contra 41,1% do senador. Com a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, o petista oscila entre 43,3% e 48,3%, enquanto o parlamentar varia de 38,6% a 43,6%. Em janeiro, a diferença entre os dois era de dez pontos (46,2% a 36%). O equilíbrio se repete contra outros nomes da direita. Lula soma 44,7% contra 42,2% de Tarcísio de Freitas e 45% contra 40,7% de Michelle Bolsonaro. Em todos esses casos, a distância entre os candidatos está dentro do limite da margem de erro. Desempenho de Governadores e Primeiro Turno Outros governadores de oposição testados aparecem atrás do atual presidente, fora do empate técnico: No primeiro turno, o cenário de polarização persiste. Lula e Flávio Bolsonaro empatam (38,7% a 35,3%) quando Eduardo Leite é incluído na lista. Sem o candidato do PSD, o presidente também empata no limite da margem com Tarcísio de Freitas (40% a 35%). Substituição no Governo A pesquisa também testou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como o nome do governo. Em um eventual segundo turno, Haddad registra empate técnico contra Flávio Bolsonaro (41,8% a 40%), Ratinho Junior (42% a 39%) e Tarcísio de Freitas, que venceria numericamente o ministro por 44,5% a 40,5%.