Em meio a um dos “verões” mais intensos na capital amazonense, o vereador Raiff Matos (PL) cobra da Prefeitura de Manaus medidas para amenizar os efeitos do calor intenso. A reativação de chafarizes nas praças, o uso de caminhões-pipa para irrigar áreas verdes e a ampliação das ações de arborização foram cobradas pelo vereador durante o Grande Expediente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (25). Raiff afirmou que o calor já está afetando a rotina das famílias e defendeu que o poder público adote medidas práticas para reduzir a sensação térmica em diferentes pontos da cidade. Para ele, equipamentos urbanos e áreas verdes podem ajudar no enfrentamento das temperaturas elevadas. “Famílias estão sofrendo, crianças estão adoecendo e o calor está intenso. A prefeitura precisa olhar para essa realidade e fazer o que está ao seu alcance para amenizar essa situação”, afirmou o vereador. A cobrança ocorre em um cenário de perda da vegetação urbana de Manaus. Levantamento citado pelo MapBiomas aponta que a capital amazonense foi a cidade brasileira que mais perdeu vegetação urbana nos últimos 20 anos. O problema também aparece na distribuição de árvores pelas ruas. Dados do Censo 2022, do IBGE, indicam que 44,81% das vias públicas de Manaus tinham presença de árvores. Entre as medidas sugeridas está a reativação de chafarizes em áreas como a Praça da Matriz, Praça Jefferson Pérez, Bola do Mindu, no Parque Dez, e Ponta Negra. Segundo Raiff, além da função paisagística, esses equipamentos ajudam a reduzir a sensação de calor no entorno. O vereador também questionou a atuação dos caminhões-pipa da prefeitura. Ele disse não ter observado a utilização desses veículos para irrigar jardins, gramados e outras áreas verdes da cidade em um período de temperaturas elevadas. A preocupação se estende às árvores que estão sendo plantadas em Manaus. Raiff citou ações recentes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e alertou que as mudas precisam de manutenção e água para sobreviver. “Se a prefeitura planta uma árvore e não cuida dela, essa árvore pode morrer. É dinheiro público que foi investido e pode ser perdido. Não adianta plantar. É preciso acompanhar, irrigar e garantir que essa árvore cresça”, disse. Para Raiff, Manaus precisa tratar a arborização como uma política permanente de enfrentamento ao calor. A capital está inserida na maior floresta tropical do planeta e é conhecida como uma cidade marcada pela presença das águas, mas ainda enfrenta dificuldades para preservar e ampliar sua própria cobertura verde. “O Amazonas tem água, tem floresta e tem todas as condições para Manaus ser uma das cidades mais verdes do país. O que falta é cuidado, manutenção e uma política pública que olhe para a arborização como uma questão de qualidade de vida”, afirmou. O parlamentar também sugeriu que a prefeitura avalie a utilização de espaços públicos com estruturas voltadas à população durante os períodos de maior calor, incluindo a possibilidade de reativação de áreas molhadas. “A prefeitura precisa estar mais atenta. Manaus está quente, as famílias estão sentindo isso e existem ações que podem ser feitas agora. Ativar chafarizes, irrigar as áreas verdes e cuidar das árvores são medidas possíveis”, concluiu.
Como criar filhos cristãos: 7 lições de Alta Hatcher
Criar filhos cristãos é um desafio. Talvez nunca tenha sido tão difícil para os pais saberem como educar os filhos segundo a Bíblia em meio à quantidade de informações, opiniões e influências que disputam a atenção das crianças e dos adolescentes. A família divide espaço com a escola, os amigos, a televisão, a internet, as redes sociais e, agora, com um universo digital que entra dentro de casa pela tela do celular. Como ensinar princípios bíblicos aos filhos quando existe uma concorrência gigantesca de valores? Como criar filhos cristãos sem transformá-los em pessoas incapazes de conviver com um mundo diferente daquele que aprenderam dentro de casa? Como ensinar a fé sem cair na hipocrisia? Essas são perguntas que muitos pais cristãos fazem. Criar filhos segundo a Bíblia não significa simplesmente estabelecer uma lista de proibições. Significa formar caráter, ensinar responsabilidade, apresentar a Palavra de Deus e, acima de tudo, dar exemplo. É uma grande responsabilidade. Talvez por isso muitos pais estejam tão inseguros. Nesse cenário, uma boa alternativa é olhar para quem já percorreu esse caminho. Aprender com homens e mulheres que dedicaram a vida à formação dos filhos e conseguiram deixar marcas que permaneceram na vida adulta. Alta Hatcher é um desses exemplos. Alta é mãe do pastor David Hatcher, uma das figuras conhecidas da história da Nova Igreja Batista (NIB), em Manaus. A própria trajetória da família Hatcher está ligada à formação e expansão do trabalho batista na cidade. A experiência de Alta ganhou forma no livro “Como criar nossos filhos”, no qual ela apresenta orientações para os pais que desejam conduzir os filhos com princípios cristãos. A ideia central é simples. Criar filhos cristãos exige tempo, cuidado, disciplina, coerência e, principalmente, exemplo. Não adianta ensinar uma coisa e viver outra. Os filhos prestam atenção muito mais no que os pais fazem do que no que os pais dizem. A formação começa dentro de casa. E esse princípio encontra uma síntese conhecida no livro de Deuteronômio: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças.” Deuteronômio 6:5 É a partir dessa perspectiva que apresento sete lições de Alta Hatcher que podem ajudar pais que procuram saber como criar filhos cristãos nos dias de hoje. 1. Faça devocionais em família Uma das dúvidas mais comuns entre pais cristãos é como aumentar a influência da fé na vida dos filhos. A resposta começa pelo convívio. Não basta mandar a criança para a igreja. Não basta colocá-la na Escola Bíblica Dominical. Não basta comprar uma Bíblia infantil. Os pais precisam participar da formação espiritual dos filhos. A Bíblia é bastante clara sobre essa responsabilidade: “Ensine a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele.” Provérbios 22:6 Uma das sugestões de Alta Hatcher é escolher um horário conveniente para que toda a família possa participar do devocional. Parece simples. Na prática, não é. Pais trabalham. Filhos estudam. A rotina é apertada. O celular disputa atenção. Cada membro da família tem seus próprios compromissos. É justamente por isso que o devocional precisa ser uma decisão da família. Escolha um horário. Separe alguns minutos. Leia uma passagem da Bíblia. Converse sobre ela. E, principalmente, procure mostrar como aquele ensinamento pode ser aplicado à vida cotidiana. A criança precisa entender que a Bíblia não é apenas um livro que se abre no domingo. É uma referência para a vida. Outro conselho importante é incentivar os filhos a conhecerem versículos de memória. O salmista escreveu: “Escondi a tua palavra no meu coração para eu não pecar contra ti.” Salmo 119:11 O devocional também pode ser um momento para ensinar os filhos a orar. Cada um pode fazer uma oração. Pode agradecer. Pode pedir ajuda. Pode falar sobre seus medos. Pode contar o que aconteceu durante o dia. Esse momento de conversa ajuda a criar confiança. E confiança será fundamental quando chegarem a adolescência e os problemas forem maiores. 2. Comece cedo a ensinar seus filhos A formação dos filhos começa muito antes da adolescência. Começa nos primeiros anos. É nessa fase que a criança aprende limites, hábitos, respeito, responsabilidade e convivência. Criar filhos cristãos não significa esperar que eles tenham idade para compreender grandes conceitos teológicos. Significa ensinar pequenas coisas todos os dias. A criança aprende quando os pais ensinam. Mas aprende também quando observa. Por isso, o exemplo continua sendo uma das ferramentas mais poderosas da educação cristã. Se os pais dizem que é preciso falar a verdade, mas mentem diante dos filhos, a mensagem que fica é a mentira. Se dizem que é preciso respeitar as pessoas, mas tratam mal quem trabalha em casa, o ensinamento perde força. Se falam sobre amor ao próximo, mas vivem dominados pela intolerância, a criança percebe a contradição. Os filhos precisam de orientação. Precisam de limites. Precisam saber que determinadas atitudes são certas e outras são erradas. Mas precisam aprender isso dentro de uma relação marcada por firmeza e amor. A disciplina cristã não deve ser confundida com violência. Disciplinar é ensinar. É corrigir. É orientar. É mostrar consequências. É ajudar a criança a compreender que liberdade e responsabilidade caminham juntas. 3. Discipline com firmeza, respeito e amor Muitos pais confundem autoridade com autoritarismo. Não são a mesma coisa. Autoridade significa assumir a responsabilidade de conduzir. Autoritarismo significa simplesmente impor a vontade. Na criação de filhos cristãos, a autoridade dos pais precisa estar associada ao amor. Gritos, humilhações, ameaças e agressões não ensinam caráter. Produzem medo, ressentimento e distância. A correção precisa preservar a dignidade da criança. Isso não significa ausência de limites. Pelo contrário. Filhos precisam saber que existem consequências para suas escolhas. Mas precisam compreender também por que estão sendo corrigidos. Uma criança que nunca recebe limites terá dificuldades para compreender responsabilidades. Por outro lado, uma criança submetida a regras arbitrárias pode aprender apenas a obedecer enquanto estiver sendo vigiada. O objetivo da educação cristã é maior. É formar consciência. É ensinar a fazer