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Bioeconomia abre nova fronteira de negócios no Amazonas com foco nos insumos regionais

Bioeconomia na pratica Virrosas Portal Fred Novaes
Secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, e o presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus (SIAM), Pedro Monteiro 

O açaí que vira pó, a pimenta que se transforma em molho gourmet e o tucupi que ganha o mercado nacional. O Amazonas está dando um passo decisivo para deixar de ser apenas um fornecedor de insumos e se tornar um polo de tecnologia alimentar. O objetivo é claro: verticalizar a produção para que a riqueza gerada pela floresta fique aqui, gerando empregos e dignidade para o povo amazonense.

Na terça-feira (03/03), esse cenário de futuro foi o tema central de um encontro estratégico na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). O secretário Serafim Corrêa recebeu o presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus (SIAM), Pedro Monteiro, e o empresário Sérgio Band. A pauta foi objetiva: como transformar o Plano Estadual de Bioeconomia em uma vitrine de oportunidades.

Durante a reunião, foram apresentados projetos ambiciosos, como os da empresa Virrosas, que foca na industrialização de itens regionais para fortalecer a cadeia produtiva local. A ideia é garantir que o estado tenha segurança jurídica e um ambiente de negócios favorável para quem quer investir na “indústria verde”.

“A bioeconomia é a nossa grande vocação. O que o Governo busca é organizar esse potencial e criar o ambiente para que projetos com viabilidade técnica e geração de emprego se desenvolvam dentro da legalidade”, afirmou o secretário Serafim Corrêa.

Para o presidente do SIAM, Pedro Monteiro, o momento é de maturidade. Ele destaca que a bioeconomia agora se consolida como um complemento fundamental ao Polo Industrial de Manaus, ajudando a levar o desenvolvimento para o interior do estado e diversificando as nossas matrizes econômicas.

Consenso entre indústria e poder público

Bioeconomia no Amazonas Portal Fred Novaes
Produtos fabricados com insumos regionais da indústria Virrosas

O setor industrial vê o momento atual como um divisor de águas para o desenvolvimento econômico do Amazonas, especialmente na busca por alternativas que alcancem as cidades do interior. O presidente do SIAM, Pedro Monteiro, destacou que a união entre o planejamento estatal e o investimento privado é o que dará sustentabilidade ao projeto.

Pedro Monteiro presidente do Sindicato das Industrias de Alimentacao de Manaus SIAM Portal Fred Novaes
Presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus (SIAM), Pedro Monteiro

“Houve consenso de que a bioeconomia se consolida como um complemento estruturante inserido no Polo Industrial de Manaus. Ao lado de outras frentes estratégicas em desenvolvimento no estado, como o avanço do gás natural e o fortalecimento da estrutura portuária, ela contribui para diversificar as matrizes econômicas do Amazonas e fortalecer sua base produtiva”, destacou Pedro Monteiro.

Com a articulação entre a Sedecti e o SIAM, o Amazonas se posiciona não apenas como um guardião ambiental, mas como um protagonista econômico capaz de unir inovação, preservação e justiça social por meio da geração de novos postos de trabalho.

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