A produção de conteúdos estratégicos pode influenciar decisões comerciais e ampliar oportunidades de negócios entre empresas. Segundo o relatório 2025 B2B Thought Leadership Impact Report, elaborado pela Edelman em parceria com o LinkedIn, 79% dos profissionais que influenciam decisões de compra B2B nos Estados Unidos afirmam ter maior disposição para defender propostas de empresas que produzem regularmente conteúdos especializados de qualidade. O levantamento reforça a importância da comunicação na construção de credibilidade empresarial. Apresentações comerciais, palestras e recursos audiovisuais estão entre as ferramentas utilizadas para demonstrar diferenciais competitivos, transmitir conhecimento e fortalecer o relacionamento com potenciais clientes. Para o especialista em recursos visuais e audiovisuais Gabriel Brito, da BRITTO, muitas empresas deixam de aproveitar oportunidades porque o conhecimento acumulado por seus gestores não é organizado de maneira estratégica. “Se a sua empresa gera resultado, conquista clientes ou transforma a vida de alguém, existe um caminho por trás disso. E todo caminho pode ser ensinado”, afirma. Segundo Brito, o primeiro passo é identificar as práticas e decisões responsáveis pelos resultados alcançados. Essas informações podem ser transformadas em apresentações estruturadas, capazes de transmitir conhecimento e estimular ações. O especialista destaca três elementos fundamentais para uma comunicação eficiente: intenção, que define o objetivo da apresentação; conexão, que aproxima a mensagem da realidade do público; e estrutura, que organiza o conteúdo de forma clara e compreensível. O uso de imagens, vídeos e animações também pode facilitar a compreensão de informações técnicas, desde que os recursos estejam associados à mensagem e não provoquem distrações. “O visual não é enfeite, é parte do raciocínio. Um bom recurso visual não repete o que o palestrante fala; ele mostra o que a fala explica”, explica. Além de fortalecer negociações e apresentações comerciais, a organização do conhecimento empresarial pode abrir espaço para cursos, mentorias e consultorias. Para Brito, compartilhar experiências também ajuda os empresários a identificar falhas e aperfeiçoar processos internos. “O conhecimento que fica guardado na cabeça do dono se perde. O conhecimento que vira método se multiplica”, conclui. Receba o Bom dia, Economia no WhatsApp Acompanhe nossa curadoria jornalística de economia, negócios e mercado, com atenção especial ao Amazonas. É gratuito. Siga o canal e ative o sininho para receber notificações das novas publicações. Seguir canal no WhatsApp
Juros ameaçam travar a economia
BOM DIA, ECONOMIA | Terça-feira, 3 de novembro de 2026 Copom inicia reunião sob pressão fiscal. Projeções para 2027 pioram, enquanto a indústria brasileira enfrenta perspectivas de desaceleração. Panorama da conjuntura O Brasil inicia a semana de decisões econômicas com uma mudança importante nas expectativas do mercado financeiro. A possibilidade de o Banco Central interromper o ciclo de redução dos juros ganhou força após as eleições. A preocupação está concentrada na política fiscal. As declarações do governo sobre a manutenção e a possível ampliação de benefícios sociais, sem a apresentação de um plano detalhado de financiamento, aumentaram as dúvidas sobre a trajetória das contas públicas. Ao mesmo tempo, instituições financeiras passaram a revisar suas projeções de crescimento e inflação para 2027. Para o Amazonas, o cenário exige atenção. Juros elevados encarecem o financiamento das empresas, enquanto a valorização do dólar pode pressionar os custos de insumos importados pelo Polo Industrial de Manaus. A questão central é saber se o próximo governo conseguirá recuperar a confiança dos investidores sem comprometer o crescimento econômico. UOL Economia 1. Copom pode interromper cortes dos juros Brasil | Política monetária | 3 de novembro O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia nesta terça-feira sua primeira reunião após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão será anunciada na quarta-feira (4). Segundo reportagem publicada pelo UOL nesta terça-feira, os preços de opções negociadas na B3 indicavam probabilidade de 63,1% de manutenção da Selic em 13,75% ao ano. A possibilidade de redução de 0,25 ponto percentual havia recuado para 28%. Esses percentuais representam expectativas implícitas nos preços de mercado, não uma pesquisa formal de opinião entre economistas. Antes das eleições, havia maior expectativa de continuidade dos cortes. O aumento da incerteza fiscal, a pressão sobre o câmbio e os riscos inflacionários levaram investidores a reavaliar o cenário. Fique de olho: uma interrupção no ciclo de redução dos juros pode prolongar o custo elevado do crédito para consumidores e empresas. O impacto alcança financiamentos, capital de giro e decisões de investimento. Fonte: UOL Economia, 3/11/2026. Leia a reportagem sobre as expectativas para o Copom 2. Itaú reduz previsão de crescimento para 2027 Brasil | Projeções econômicas | 31 de outubro O Itaú Unibanco reduziu de 1,2% para 0,5% sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro em 2027. A instituição também elevou de 4,6% para 6,1% a estimativa de inflação para o próximo ano. O novo cenário considera o enfraquecimento da atividade econômica, a desvalorização cambial e os efeitos esperados de mudanças tributárias e regulatórias. O banco passou a projetar a manutenção da Selic em 13,75% durante todo o próximo ano. Anteriormente, previa juros de 12,5% ao final de 2027. As estimativas foram divulgadas no sábado (31), depois da forte turbulência registrada nos mercados financeiros. Fique de olho: a revisão mostra como as expectativas sobre as contas públicas podem afetar as decisões econômicas antes mesmo da adoção de novas medidas. É importante distinguir as projeções dos resultados efetivos. O crescimento de 0,5% e a inflação de 6,1% são estimativas do banco, sujeitas a revisão. Fonte: Folha de S.Paulo, 31/10/2026. Leia a reportagem sobre a revisão das projeções 3. Bolsa amplia horário de negociação Mercado financeiro | 3 de novembro A B3 passa a operar com novos horários a partir desta terça-feira. O pregão regular do mercado de ações continuará começando às 10h, mas terminará às 17h55, horário de Brasília. O leilão de fechamento ocorrerá até as 18h. A alteração acompanha o encerramento do horário de verão nos Estados Unidos e busca preservar o alinhamento entre os mercados brasileiro e norte-americano. A mudança também alcança opções, fundos negociados em Bolsa e outros instrumentos financeiros, com regras específicas para cada segmento. Fique de olho: a ampliação do horário permite maior sobreposição das negociações brasileiras com as bolsas norte-americanas. Isso pode influenciar a dinâmica das operações e a reação dos investidores a acontecimentos internacionais. Não significa, entretanto, garantia de maior liquidez ou valorização das ações. Fonte: UOL Economia, 29/10/2026. Mudança em vigor em 3/11. Confira os novos horários da B3 4. Indústria brasileira enfrenta risco de retração Indústria | Projeções para 2026 | 28 de outubro A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. A revisão foi provocada principalmente pelas perspectivas menos favoráveis para a indústria de transformação e o setor de serviços. No caso da indústria de transformação, a entidade passou a prever retração de 0,7%, ante estimativa anterior de crescimento de 0,6%. Entre os fatores apontados estão os juros elevados, a desaceleração da demanda interna, os custos de produção e a concorrência dos importados. A CNI também reduziu de 1,9% para 1,6% a projeção de expansão dos serviços. Fique de olho: a desaceleração nacional merece acompanhamento no Amazonas, cuja indústria é fortemente dependente do mercado consumidor brasileiro. A divulgação da produção industrial de setembro, prevista para quinta-feira (5), ajudará a avaliar a evolução recente da atividade. Fonte: CNI, Informe Conjuntural do terceiro trimestre, divulgado em 28/10/2026. Leia os dados da revisão econômica da CNI 5. Argentina enfrenta risco de recessão América Latina | Atividade econômica | 2 de novembro A economia argentina apresenta sinais de enfraquecimento, apesar dos avanços obtidos pelo governo de Javier Milei no combate à inflação. Reportagem publicada pela Reuters na segunda-feira (2) mostra que economistas esperam uma segunda contração trimestral consecutiva da atividade econômica. O consumo acumulou queda de 2,7% nos primeiros nove meses de 2026, em comparação com igual período do ano anterior. A indústria, o comércio e a construção estão entre os setores mais pressionados. Em contrapartida, energia, mineração e agricultura apresentam resultados mais favoráveis, sustentados pelas exportações e pelos investimentos. Os números oficiais do PIB do terceiro trimestre ainda são aguardados. Portanto, a recessão permanece uma possibilidade apontada por analistas. Fique de olho: o caso argentino evidencia as dificuldades de conciliar estabilização macroeconômica com recuperação da demanda interna. Para o Brasil, a evolução da economia do país vizinho interessa especialmente ao comércio regional e às