
“O mundo quer classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, e sabe quem está tentando impedir tudo isso? O governo Lula!”, disse o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM), sobre o avanço internacional das facções criminosas brasileiras.
Para o parlamentar, o crescimento das facções criminosas brasileiras ultrapassou há muito tempo os limites do país e já representa uma ameaça internacional.
“O PCC e o Comando Vermelho deixaram de ser apenas facções locais. Hoje são estruturas criminosas complexas, com presença internacional, redes de lavagem de dinheiro e enorme capacidade de intimidação social. Ignorar essa realidade é fechar os olhos para uma ameaça que já ultrapassou as fronteiras do Brasil”, afirmou.
Realidade alarmante
Diante deste cenário, o deputado protocolou, Requerimento de Informação ao Ministério das Relações Exteriores, cobrando do governo federal posicionamento sobre a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
De acordo com a imprensa nacional, o Brasil estaria tentando convencer os Estados Unidos a não fazer essa classificação, alegando que isso feriria a soberania do país.
“Que soberania é essa? Porque estamos falando de facções, que executam policiais, que queimam ônibus, dominam comunidades, espalham terror nas cidades brasileiras. Se isso não é terrorismo, então o que, que é?”, contestou o deputado.
No requerimento, o deputado questiona as ressalvas à eventual classificação dessas facções como organizações terroristas, e pede esclarecimentos sobre quais medidas concretas estão sendo adotadas para enfrentar o crime organizado com atuação transnacional.
Alberto Neto destaca que as organizações criminosas já possuem ramificações em diversos países da América Latina, Europa e até nos Estados Unidos, movimentando bilhões de dólares com tráfico de drogas, armas e lavagem de capitais.
“Não podemos tratar organizações que dominam territórios, desafiam o Estado e espalham violência pelo continente como se fossem apenas um problema local. O Brasil precisa assumir uma posição clara e firme no combate ao crime organizado internacional”, declarou.
Segurança para o povo
O deputado lembrou que a expansão dessas facções evidencia que o crime organizado brasileiro passou a integrar redes criminosas globais, exigindo uma resposta firme do Estado brasileiro.
Ele enfatizou que o Congresso Nacional precisa acompanhar de perto o tema, e responder a sociedade brasileira sobre qual é a estratégia do governo diante do fortalecimento dessas organizações criminosas, ao ponto de ameaçar o Brasil é também outros países.
“O povo brasileiro quer uma coisa simples, um estado forte contra o crime, quem exita diante de facção criminosa não está defendendo o país, está abandonando o Brasil!”, afirmou Capitão Alberto Neto.
O requerimento agora aguarda resposta oficial do Ministério das Relações Exteriores.
