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Lei proposta pelo Capitão Alberto Neto garante novos investimentos industriais no Amazonas

Lei do Capitao Alberto Neto garante investimentos no Amazonas Portal Fred Novaes

As recentes reuniões do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) e do Conselho de Administração da Suframa (CAS) dão um recado claro ao mercado: o fluxo de investimentos para o Polo Industrial de Manaus (PIM) não apenas foi mantido, como ganhou novo fôlego. Bilhões em aportes aprovados e milhares de empregos projetados indicam que, por trás desse movimento, há mais do que confiança conjuntural — há um ambiente institucional sendo reforçado por decisões estruturantes, como a criação do Programa Brasil Semicon através de Lei Federal.

Sancionada por meio da Lei 14.968/2024, a iniciativa proposta pelo deputado Capitão Alberto Neto prorrogou o prazo, de 2026 para 2029, dos incentivos tributários e outros benefícios concedidos à indústria de semicondutores e tecnologia da informação e comunicação (TICs). Na prática, a legislação trouxe segurança jurídica para novos investimentos para a Zona Franca de Manaus. Ela também reposicionou o Amazonas dentro da estratégia nacional para a indústria de semicondutores e tecnologia da informação. Ao prorrogar os incentivos fiscais até 2029, a legislação eliminou um dos principais entraves à atração de capital: a incerteza regulatória.

O efeito prático já aparece na ponta. Em 2026, somente na primeira reunião do CAS, foram aprovados projetos que somam mais de R$ 1,17 bilhão em investimentos, com potencial de geração de quase 3 mil empregos. No âmbito estadual, as reuniões do Codam seguem a mesma trajetória, com centenas de milhões de reais direcionados à ampliação, diversificação e modernização industrial. Embora os projetos abranjam diferentes segmentos, há uma convergência evidente com o setor eletroeletrônico — diretamente impactado pelos estímulos do Brasil Semicon.

O deputado federal Capitão Alberto Neto destaca o impacto da lei. “O Programa Brasil Semicondutores colocou a Zona Franca de Manaus na era dos chips, o mapa da modernidade. Ele reforça os incentivos dos setores que mais empregam e faturam na ZFM, eletrônicos, informática e componentes. Isso atrai mais empresas inovadoras em pesquisa e desenvolvimento. É emprego para o povo do Amazonas”, enfatizou.

Em um cenário global onde chips se tornaram insumo crítico — da indústria automotiva à inteligência artificial —, a pandemia escancarou a dependência de cadeias externas e acelerou a corrida por autonomia tecnológica. O Brasil ainda ocupa posição periférica nesse mercado, com participação de apenas 1,6% dos investimentos globais em 2023. A nova lei, portanto, não é apenas um incentivo fiscal: é uma tentativa de reposicionamento estratégico.

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Ao modernizar regras, eliminar exigências burocráticas e ampliar o escopo de benefícios — incluindo atividades como design de software e serviços tecnológicos —, o Brasil Semicon cria condições mais aderentes à dinâmica da economia digital. A possibilidade de financiamento por instituições como BNDES e Finep também reforça o ambiente para projetos de maior densidade tecnológica.

No caso do Amazonas, o impacto é potencializado por um ativo já consolidado: a infraestrutura industrial da ZFM. A combinação entre incentivos federais, política estadual de atração de investimentos e um ambiente de negócios marcado por previsibilidade tem sido determinante para sustentar o ciclo de crescimento. Não por acaso, o PIM segue registrando faturamentos próximos a recordes históricos e mantendo sua posição como principal motor econômico da região.

Há, contudo, um ponto de atenção. O veto à prorrogação automática dos incentivos até 2073 mantém uma sombra de incerteza no longo prazo — um fator relevante em um setor onde decisões de investimento são planejadas em décadas.

Ainda assim, o momento é de inflexão. Os números das reuniões recentes não são apenas indicadores econômicos; são sinais de que a política pública começa a produzir efeitos concretos. Ao conectar o Amazonas à agenda global de semicondutores, o Brasil Semicon não apenas atrai investimentos — reposiciona o Estado em uma cadeia produtiva que definirá os rumos da economia nas próximas décadas.

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