
O governo federal prevê despesas de R$ 7,4 trilhões no Orçamento da União para 2027, incluindo os recursos destinados ao refinanciamento da dívida pública. A proposta, encaminhada ao Congresso Nacional em 31 de agosto, também estabelece salário mínimo de R$ 1.741 e projeta superávit primário de R$ 18,6 bilhões.
O projeto (PLN 24/2026) está em análise na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e terá como relator-geral o senador Eduardo Braga (MDB-AM), responsável por consolidar as alterações propostas pelos parlamentares e apresentar o parecer final para votação.
Do total previsto, R$ 2,576 trilhões correspondem às despesas primárias, que incluem o funcionamento da máquina pública, a prestação de serviços e os investimentos governamentais. O montante representa crescimento de 7,7% em relação ao valor aprovado para 2026.
A proposta destina R$ 133,8 bilhões a investimentos do Estado e reserva R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares individuais e de bancada, recursos cuja aplicação é indicada por deputados e senadores.
Na área fiscal, o governo trabalha com a expectativa de arrecadar R$ 18,6 bilhões a mais do que gastará em despesas primárias. O resultado, porém, não considera os juros da dívida pública.
Outro ponto de destaque é a previsão de salário mínimo de R$ 1.741, valor que influencia diretamente as despesas federais com aposentadorias, pensões e benefícios sociais vinculados ao piso nacional.
Tramitação no Congresso
A expectativa é que o Congresso conclua, até 17 de dezembro, as votações da Lei Orçamentária Anual (LOA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece as metas e regras para a execução do orçamento.
Como relator-geral, Eduardo Braga terá a tarefa de negociar ajustes e conciliar as prioridades do governo com as demandas dos parlamentares, em meio às discussões sobre o equilíbrio das contas públicas e a distribuição dos recursos federais.





